É Hoje!
Dia mundial do Livro
No dia 23 de abril comemoramos o Dia Mundial do Livro.
23.º de março é o 113.º dia do ano no calendário gregoriano( 114.º em anos bissextos) . Hoje é Quarta-feira, estamos na 17ª semana de 2025, é outono, 3º milênio, século XXI. Faltam 252 dias para acabar o ano. Estamos na fase da lua minguante. Quem nasce em 23º de abril é do signo de Touro.
Dia Mundial do Livro
O Dia Mundial do Livro, ou simplesmente Dia do Livro, é comemorado anualmente em 23 de abril.
Além de homenagear várias obras literárias e seus autores, a data também busca conscientizar as pessoas sobre os prazeres da leitura.
No Dia Mundial do Livro também é celebrado o Dia dos Direitos de Autor.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do "Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor" para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e conhecerem a enorme contribuição dos escritores através dos séculos.
Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.
Origem do Dia Mundial do Livro
A escolha da data para o Dia Mundial do Livro ocorreu em 1995, em Paris, durante o XXVIII Congresso Geral da Unesco.
23 de abril foi escolhido por ser o dia da morte de três grandes escritores da história: William Shakespeare, Miguel de Cervantes, e Inca Garcilaso de la Vega.
Esta data é também a data de nascimento ou morte de outros autores famosos, como Maurice Druon, Haldor K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
Obra: A Leitura 3 por Sandro Maciel
A cura pela palavra: No Brasil, o livro como portal da esperança.
Por: Wagner Rosa
Em nosso país, o livro representa muitas vezes um objeto de resistência. Em meio a contextos desiguais, onde a educação é muitas vezes negligenciada e o acesso à cultura equivale a uma regalia, o ato de abrir um livro se transforma em insubordinação silenciosa. Ler é um gesto, espiritual político e transformador.
A leitura no país carrega profundos paradoxos: enquanto uma grande parte de brasileiros não têm contato com bibliotecas ou livrarias, outros adentram nos livros como quem busca salvação. A média de leitura ainda é baixa - segundo pesquisas, gira em torno de apenas 2 a 5 livros por ano por pessoa. Um dado que revela não desinteresse, mas uma chaga estrutural: Nosso paísl ainda não instruiu sua população a amar os livros, tampouco facilitou o acesso a eles.
Mas há uma luz no fim do túnel. A a crescent dos clubes de leitura, a literatura marginal que pulsa nas periferias, os saraus, os slams, os autores independentes... Tudo isso mostra que o brasileiro lê - e muito - quando se sente incluído, representado e tocado, e que essa fruição gera nítida transformação e incontáveis benefícios para o indivíduo e o meio ao seu redor.
Ler, no Brasil, é também reencontrar a própria identidade. É ouvir vozes negras, indígenas, femininas, LGBTQIA+ que antes foram silenciadas. É aprender com a sabedoria ancestral e vislumbrar futuros realizáveis.
O livro é caminho. É espelho. É passagem. E em terras brasileiras, mais do que em muitos lugares, ele precisa ser, além de tudo isso, também antídoto: contra o descaso, contra o esquecimento, contra a alienação.
Enquanto houver um leitor atuante no meio do caos, a esperança será algo vivo e latente nos corações daqueles que o sol do conhecimento nasceu no horizonte das páginas literárias.
"Todo livro representa a senha dos inhos que levam ao conhecimento de si e do mundo para aqueles ousam ir além."
Wagner Rosa dos Santos é Pedagogo formado pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Licenciado em Docência e gestão de processos Educacionais.
Servidor no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia - IF baiano















