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NEA Extremo Sul realiza coleta de dados em Helvécia e avança no diagnóstico participativo.

Ação realizada no último sábado integra o projeto de fortalecimento do Núcleo de Estudos em Agroecologia e busca aproximar conhecimento, realidade das comunidades e planejamento das próximas ações.

A equipe do Núcleo de Estudos em Agroecologia do Extremo Sul – NEA Extremo Sul esteve, no último sábado, 26 de setembro, na comunidade de Helvécia, dando continuidade às ações de campo previstas no projeto de fortalecimento do Núcleo.

A atividade teve como foco a coleta de dados junto à comunidade, etapa fundamental para a construção do diagnóstico participativo que vem sendo desenvolvido pelo NEA no território. Mais do que reunir informações, o trabalho busca conhecer de perto as realidades locais, ouvir as comunidades e identificar saberes, experiências, potencialidades e demandas que possam orientar as próximas ações do projeto.

O diagnóstico participativo está entre os principais eixos do projeto de fortalecimento do NEA Extremo Sul. A proposta prevê o levantamento de informações relacionadas aos aspectos socioculturais, econômico-produtivos, ambientais e organizacionais das comunidades, além do mapeamento de experiências agroecológicas e de vulnerabilidades socioambientais existentes no território. PRJ_NEA_ExtremoSul_FINAL(1)

Conhecer o território para construir ações com o território

A metodologia adotada pelo projeto parte de uma perspectiva participativa, na qual as comunidades não são vistas apenas como fontes de informação, mas como protagonistas da construção do conhecimento.

O projeto prevê o uso de princípios da Investigação-Ação Participante (IAP), combinando escuta, observação e produção de informações quantitativas e qualitativas. Entre os aspectos considerados no diagnóstico estão composição familiar, perfil socioeconômico e cultural, produção, questões ambientais e climáticas, organização comunitária e demandas relacionadas à atuação do próprio NEA. PRJ_NEA_ExtremoSul_FINAL

Nesse sentido, a presença da equipe em Helvécia representa mais um passo na aproximação entre o Núcleo e as comunidades do Extremo Sul da Bahia.

A lógica é simples, mas fundamental: antes de propor ações, é preciso conhecer; antes de levar respostas, é preciso ouvir.

Essa construção permite que as iniciativas futuras estejam conectadas às necessidades reais das comunidades e, ao mesmo tempo, reconheçam conhecimentos e práticas já existentes nos territórios.

Dados que ajudam a orientar as próximas ações

As informações reunidas ao longo do diagnóstico deverão contribuir para a formação de um banco de dados sobre as comunidades, para o mapeamento das experiências agroecológicas existentes e para a produção de um relatório técnico capaz de orientar as próximas etapas do projeto. PRJ_NEA_ExtremoSul_FINAL(1)

Os dados também terão importância na elaboração de materiais educativos e de comunicação voltados à realidade territorial. O projeto prevê, entre outras iniciativas, a produção de cartilhas, vídeos, materiais digitais e podcasts, buscando aproximar conhecimentos tradicionais, ciência, agroecologia, mudanças climáticas e segurança alimentar. PRJ_NEA_ExtremoSul_FINAL(1)

Assim, aquilo que é registrado durante uma atividade de campo não termina na ficha, no questionário ou no banco de dados. As informações passam a integrar um processo mais amplo de planejamento, formação e articulação territorial.

Fortalecimento da agroecologia no Extremo Sul

O projeto de fortalecimento do NEA contempla ainda outras ações, como a realização de atividades de extensão, produção de materiais didático-pedagógicos, elaboração de fichas agroecológicas, realização de encontro territorial, oferta de curso de formação em ATER Agroecologia e fortalecimento dos espaços de comunicação do Núcleo. PRJ_NEA_ExtremoSul_FINAL(1)

Dentro desse conjunto, a coleta de dados realizada em Helvécia assume papel estratégico: é a partir da realidade encontrada nas comunidades que o projeto poderá definir prioridades e construir ações mais contextualizadas.

O trabalho também reforça uma concepção de agroecologia que ultrapassa as técnicas de produção agrícola. Ela envolve território, cultura, meio ambiente, organização comunitária, segurança alimentar, conhecimentos tradicionais e a capacidade das próprias comunidades de participarem da construção de alternativas para o seu desenvolvimento.

Ao chegar às comunidades para ouvir antes de propor, o NEA Extremo Sul fortalece justamente uma das bases da agroecologia: o diálogo entre diferentes formas de conhecimento e o reconhecimento de que quem vive o território também produz conhecimento sobre ele.

A passagem da equipe por Helvécia, portanto, representa mais do que uma etapa de coleta de dados. É parte de um processo que procura transformar informação em conhecimento, conhecimento em planejamento e planejamento em ações construídas cada vez mais próximas das pessoas e das realidades do Extremo Sul da Bahia.

 

Página:

https://caradaweb.com/noticia/bahia/2026/09/28/nea-extremo-sul-realiza-coleta-de-dados-em-helvcia-e-avana-no-diagnstico-participativo/4417.html